sexta-feira, novembro 30, 2007

SLB-FCP.

No sábado (madrugada de domingo em Macau), joga-se mais um SLB-FCP. Enfim, joga-se aquele que é o grande clássico dos últimos 30 anos!

Apesar de Jesulado Ferreira, o FCP tem uma estrutura organizada e é sempre uma equipa difícil de vencer, quer jogue em casa, quer jogue fora do Dragão. O SLB começa agora a estabilizar o seu futebol e está galvanizado pelos bons resultados alcançados. Independentemente do resultado de sábado, o FCP sabe que irá continuar em primeiro lugar; o SLB tem necessariamente de vencer para se aproximar do seu rival, ficando, em caso de vitória, a um ponto de distância do emblema nortenho.

Como diria o imorredouro (pelo menos nas nossas memórias) João Pinto: "prognósticos só no fim do jogo"... ;)

Apesar da imprevisibilidade destes embates, nada impede que nós benfiquistas desejemos uma vitória "encarnada". Aliás, não espero alcançar menos do que o resultado obtido no jogo abaixo! Nessa grande equipa do benfica, pontificavam jogadores como: Aílton, Rui Costa, Vítor Paneira, Kulkov, Schwarz, Veloso, João Pinto, Rui Águas e muitos outros... Um verdadeiro luxo!


P.S.: Também publicado aqui.

o desrespeito, segundo S. Nélson - fareast

hoje está na primeira página do diário digital um título muito interessante:

«Gangster Americano» destrona «Corrupção» no top semanal.

nem de propósito.
é verdade que o título reporta-se a películas que estão em cena, mas assenta que nem uma luva ao que se está a passar, não no farewest mas, neste caso, no fareast Macau.
vou contar-vos uma história, contada por um amigo, e que se passou com o irmão dele:
1. ele tinha barcos em miniatura e o irmão não;
2. os barcos dele deslizavam reluzentes pelas margens do tanque e transportavam pessoas em miniatura, bens em miniatura e um sei lá de coisas, todas em miniatura;
3. perante o monópolio dos barcos do meu amigo, o irmão foi ter com o pai e disse-lhe que também queria barcos.
4. como o irmão estava em "lua-de-mel" com pai (não tinha feito nenhuma asneira nessa semana), ele deu-lhe autorização para comprar uma frota de barcos em miniatura e para começar a operar as carreiras nas margens do tanque;
5. o meu amigo não ficou contente com essa situação e foi dizer à mãe, uma senhora muito importante, chamada Justiça.
6. uma das regras fundamentais da casa do meu amigo era a seguinte: enquanto a mãe, chamada Justiça, não se pronunciasse, ninguém podia actuar.
7. o irmão do meu amigo, que tinha vivido fora muitos anos (foi criado em casa de uma tia americana), não esteve pelos ajustes e, ainda antes da mãe se ter pronunciado, comprou os barcos e começou a operar as carreiras nas margens do tanque.

como devem calcular, a coisa não acabou bem na casa do meu amigo.

também tenho para mim que isto não vai acabar nada bem!
deixo-vos uma fotografia do tipo de barco do meu amigo



quinta-feira, novembro 29, 2007

Mugabe e Al-Kadafi

À sua maneira, ambos são sujeitos abjectos! E estão a chegar à Tuga, onde irão certamente beneficiar de honras de Estado e das mais nojentas atenções dos nossos mesquinhos e fracos políticos.

Aqui vos deixo com algo sobre a obra dos "personagens", para que nos lembremos daquilo que eles são, bem sabendo que os piores são aqueles que tendo disto consciência, nada fazem para alterar esta vergonhosa situação...

Será que o ilustre Luís Amado irá mandar calar algum deles?

O "Bob" dispensa apresentações; Kadafi, agora tem tiques de actor de cinema e recusa ficar num dos 11 hotéis reservados para as comitivas presentes na cimeira, preferindo ficar acampado numa tenda de que se fará acompanhar...

Volvidos tantos anos, a velha europa continua a curvar-se em função dos interesses estratégicos e económicos de alguns. É pena que ainda não tenha percebido que há muito deveria ter já imposto a sua posição, se não pela força, pelo menos através dos ditâmes da sua consciência moral. É com pena que vejo o achincalhamento de que somos alvo, dando em troca repetida condescendência. Pouco importa, dirão alguns, desde que a bolsa vá engordando. Enquanto isso, África vai morrendo e a Europa perde dignidade...




"All that is necessary for the triumph of evil is that good men do nothing."

(Edmund Burke)

quarta-feira, novembro 28, 2007

restaurador olex

pegando na onda youtube do claudio cannigia, deixo-vos o primeiro dos clássicos da nossa juventude (outros virão).

terça-feira, novembro 27, 2007

Avelino

Temos uma ideia muito negativa, péssima mesmo, dos políticos portugueses. Dos autarcas então nem se fala. Mas também sabemos reconhecer que há excepções. O nosso preferido sempre foi o grande Avelino Ferreira Torres, o do Marco. Aqui fica uma breve biografia feita pela Edição Extra.



Egos feridos e a mesquinhez no seu melhor...


Vasco Pulido Valente e Miguel Sousa Tavares desavieram-se. Já lá diziam os antigos: "zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades"...

O que começou com ataques infantis, deu lugar agora a mútuos impropérios de forte pendor abrasivo e até boçal. A semana passada, VPV escreveu uma exaustiva (se não inaudita...) crónica sobre o novo romance de MST, o "Rio das Flores". Nessa análise crítica, perpassa claramente o intuito de atingir pessoalmente MST, pelo que perde objectividade e, por conseguinte, valor analítico. É óbvio que MST tem feito o mesmo a VPV, fazendo uso da sua imensa capacidade para produzir textos sarcásticos e corrosivos. No entanto, creio que ambos estão a perder dignidade com esta autêntica luta de egos feridos.

A longa crónica de 4 páginas publicada no jornal "Público", veio mostrar à saciedade como estes nossos fautores de opinião conseguem ser patéticos e mesquinhos... E que dizer de um jornal que promove esta arruaça? Quererá passar a ser considerado um pasquim de segunda?

Deixo-vos com o início do texto de VPV (se o quiserem ler na íntegra, deixem o vosso email nos comentários):

"Numa entrevista ao Expresso, Miguel Sousa Tavares contou um caso, inteiramente imaginário, da minha suposta desonestidade (teria criticado o Equador, sem o ler) e acrescentou alguns comentários desagradáveis. Como é natural, desmenti. Isto bastou para que ele anunciasse por SMS à minha mulher e, a seguir, no Diário de Notícias que "ia dar cabo de mim". Parece que, segundo o critério dele, não "deu", por esta vez, "cabo de mim". Ficou pelo insulto e pela injúria; e pela ameaça implícita de que, se quisesse, revelaria episódios da minha vida pessoal (cinco ou seis) para liquidar a minha figura pública. Nestas digressões Miguel Sousa Tavares não falou uma única vez de um livro meu ou do meu jornalismo. Excepto sobre o meu "carácter" privado, não abriu a boca. Em cinquenta anos, não me lembro de encontrar um ódio tão inexplicável. Fiquei espantadíssimo e até, num encontro de acaso, lhe tentei falar, para o ouvir e, como lhe disse, para lhe poupar no interesse dele uns tantos disparates no Rio das Flores. Não quis.Escrevo esta crítica sem prazer. Nada pior do que ler um livro mau, excepto escrever sobre um livro mau. Mas, como se compreende, não podia deixar que a brutalidade de Miguel Sousa Tavares chegasse para me calar. "

segunda-feira, novembro 26, 2007

O leite...


Dividido entre o choque/absurdo do conteúdo (e, porque não, da escrita da carta) e a conjugação surreal de ideias, o primeiro impacto é de "ir às lágrimas". No entanto, após 2 minutos de reflexão a conclusão é avassaladora... será possível?! E se calhar é mesmo. Recordo-me que, durante a minha escola secundária, havia um colega de turma que respondia às questões dos testes com resumos dos episódios das telenovelas... ao menos este foi original!
Aqui fica mais um exemplo, na senda do meu último post, sobre as "maravilhas" da escrita "criativa" juvenil.

sexta-feira, novembro 23, 2007

União familiar.


Gostaria de comentar uma expressão que li sobre a selecção:

Enquanto lá estiver o Scolari, em minha casa comemoram-se as derrotas da selecção”.

Assumindo que esta frase (anónima) advém do famigerado “chefe de família”, a primeira dúvida que me assalta é a seguinte: o excelso pater familias vive sozinho ou tem filhos e mulher?

1- Se vive sozinho, tudo bem! É uma questão do foro estritamente individual...

2- Se tem mulher e filhos, nova dúvida: o agregado familiar torce pelos estrangeiros por livre vontade ou porque o chefe de família lhes “aquece o pêlo” se não acatarem as orientações superiores?

(i) Se é para evitar as agressões do ilustre “dono da mansão”, devo dizer que não meto a foice em seara alheia…Mas, já agora e se a família do ilustre aceitar um conselho, a não ser que meta desaparecimento de pessoas, parece que a polícia até dá conta do recado…

(ii) Já se a aludida “torcida” se reune no lar de livre e espontânea vontade, dou os parabéns a toda a família! De facto, é bonito ver que nessa casa se leva o sentimento de partilha ao limite: partilham-se as alegrias e as tristezas; está-se presente na saúde e na doença; e, acima de tudo, partilha-se uma pungente imbecilidade…

[Scolari, independentemente do que se possa passar de ora em diante, ficará para sempre na história do futebol português. Não somos ingratos e devemos reconhecer o seu papel inexcedível, o seu contributo ímpar. O Sargentão revolucionou a selecção nacional! No entanto, devo dizer que Scolari já tem idade para saber conter os seus impulsos... Ora, o jornal "A Bola" é uma instituição no nosso país. Vítor Serpa, um jornalista da velha cepa, tem hoje uma brilhante crónica no jornal de que é director. Vale a pena ler. Chama-se:"Carta aberta a Scolari".]

Ao piano...

Há quem seja "bom de bola", alguns cozinham que se farta e outros há que têm um enorme talento musical...

Para acabar a semana com um sorriso nos lábios, aqui vos deixo com dois artistas muito especiais... ;)

video

Os 12 apóstrofos.


Gostei do pormenor da "jantinha" e do nome "Michelângelo"!

quinta-feira, novembro 22, 2007

Estamos lá!!!

Estamos apurados para o próximo Europeu de futebol, ao contrário de outras selecções... ;)

Educação

“Posso anunciar que a partir de hoje, todas as escolas do país estão ligadas à Internet!” ou “Distribuímos nesta data centenas de computadores a centenas de jovens carenciados”. Cada vez mais gramamos com este discurso dos Senhores Governantes com responsabilidades na Educação. Ufanos, a posar para o retrato do jornal ao lado dos jovens de uma aldeia do Baixo Alentejo ou dos bairros de lata dos arredores de Lisboa, "auto convencem-se” que estão a fazer muito pela Educação.
Nada contra os jovens pobres terem computadores e Internet, diga-se; devem ter obviamente acesso assistido a todos os bens materiais de consumo que os filhinhos da classe média podem comprar. Desde logo para poderem também passar horas a fio nos “chats”, para terem uma página no Hi5 e para jogarem ininterruptamente jogos no PC.
Mas isso é educação? Give me a break . . . . Bons professores (mas para isso é preciso dar-lhes boas condições) e boas bibliotecas. Isso é que é educação, embora seja uma “seca”, como dizíamos nós, os putos dos anos oitenta.

quarta-feira, novembro 21, 2007

1700!


1700 é a media de espectadores nos jogos do União de Leiria! E, se calhar, ainda bem que são tão poucos...

Os Portugueses são um dos povos mais laxistas que conheço. Temos as nossas qualidades: somos, em regra, prestáveis e honrados. Mas somos laxistas e condescendentes quando o não deveríamos ser. Paradigmática é a forma como olhamos a política: possuímos uma das mais boçais e incompetentes classes políticas da Europa, mas temos para com eles uma atitude permissiva. Quase como se a ladaínha popular do “deixa-andar” torne aceitável que um político possa ser um trafulha!

Ora, acontece que chegado a um campo de futebol, qualquer português passa a assumir uma atitude “à mourinho” e fica a considerar-se um autêntico special one. Aconteceu no sábado, em Leiria. A equipa das quinas mostrou-se ante um público que mais não fez do que assobiar a selecção nacional desde o início do jogo.

A equipa jogou mal, é verdade, mas o que interessa agora é estar presente no Europeu. Os assobios dessa gente, tão conhecedora e exigente, poderiam ter minado os nossos objectivos. Da maneira que se me antolha, os que estiveram presentes no estádio deveriam estar orgulhosos das imensas alegrias proporcionadas pela nossa selecção. Mas não! Ao invés, preferiram apupar, como se a exigência que vimos em Leiria fosse o reflexo da nossa mentalidade colectiva...

Porquê, então, os apupos em Leiria? Será porque os que lá foram estão habituados (pelo menos os 1700 que ainda lá põem os pés) à qualidade da equipa que representa a cidade? Talvez não, tendo em conta que a União de Leiria se encontra actualmente no último lugar do campeonato com 3 pontos em 30 possíveis...

Há uns anos, em Aveiro, passou-se o mesmo. Na altura, Rui Costa saiu em defesa da equipa, dizendo que havia uma moda do assobio e que parecia que as pessoas já iam para o estádio com esse fito no horizonte. O mesmo se poderia aplicar ao público presente em Leiria, que aos 15 minutos de jogo já assobiava a equipa Lusa.

Da próxima, façam um favor a todos nós: poupem dinheiro e fiquem em casa! Vão antes ao teatro! Ou ao cinema! É que nestes casos, quando não gostam do espectáculo, não têm outro remédio a não ser levantar a peida e ir embora! Tivessem feito o mesmo no passado sábado, ao invés de terem ficado a projectar frustrações...

Hoje, Portugal joga o último e decisivo jogo contra a Finlândia. Não quero que Portugal jogue bem, quero que ganhe (ou empate) e esteja presente, pela quarta vez consecutiva, num Campeonto da Europa. Porque quero vibrar com a selecção da mesma forma que o fiz nas quatro participações anteriores!

Já que o futebol não serve para mais nada, que sirva para propiciar convívio, alegria e boa-disposição entre pessoas de nacionalidades diferentes. Porém, para que isso aconteça, é preciso que estejamos lá, no Campeonato da Europa, a ter lugar na Áustria e na Suíça.

Eu não sei o que pensam vocês, mas não serei certamente eu a comemorar os golos de outras selecções... Aliás, à semelhança de presidentes-arguidos que por aí andam, há muita gente a afiar o dente, desejando que a selecção tropece, para que possam, impantes de estupidez, dizer que tinham razão, que os jogadores são uns putos que estão cheios de massa* e o que treinador não presta. Vão desiludir-se de novo! A mediocridade vai ter de ficar só para eles...

Felizmente, o próximo jogo vai ser no Porto. Vi lá muitos jogos da selecção e sei que, como sempre, a selecção Portuguesa vai ser aplaudida e acarinhada e vai ganhar! É que na invicta, no Dragão, ao contrário de outros locais no país, o público assobia a sua equipa local quando esta joga mal, mas aplaude a selecção que nos representa! Uma questão de prioridades. Talvez por isso mesmo sejam tão avassaladores há tantos anos. Nada acontece por acaso...

* Quer percam, quer ganhem, vão continuara a ganhar milhões e nós não. Acontece que, se perderem, eu vou ficar chateado. E não me apetece nada ficar chateado... Por isso, façam lá o favor de ganhar essa porra!!!


Como diria o Esteves: "BAMOS LÁ CAMBADA!"

repescar

uma senhora muito simpática falou perante um anfiteatro repleto de outros senhores, uns simpáticos, outros nem por isso, que, ciosos do seu papel, fartaram-se de fazer perguntas. o tempo está para perguntas.
a senhora, muito simpática, lá foi tentando responder o melhor (pouco) que sabe.
a páginas tantas, diz que uma das soluções para os problemas do burgo passa por ir repescar os alunos que reprovaram ou, então, alterar os critérios de avaliação.
a ser assim, já estou a ver um senhor forte, mas menos simpático, a quem os americanos quase tiraram o ganha-pão, e que foi excluído de outras contas aqui há uns anos, a pensar para com os seus botões: "ainda vou ser repescado!"
pergunto à senhora muito simpática porque é que, perante tamanha incompetência e insucesso escolar, não vai recrutar senhores estrangeiros, cujos compatriotas, nos últimos anos, tão boa conta têm dado de si na resolução dos conflitos aqui da escola?
isto desde o dia 6 de dezembro de 2006 está, como diria o outro, de fugir!
ndr - repescar: v. tr. pescar de novo; ACADÉMICO aceitar alunos para um exame com média inferior à admitida; recuperar (algo que se perdeu ou esqueceu) (De re-+pescar). in DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA, Porto Editora, 8ª Edição.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Soltas.

Grand Prémio de Macau

Sobre o 54 Grande Prémio de Macau:

(i) João Fernandes mostra-se muito agastado com a falta de apoios que recebeu para participar no circuito do Farol da Guia, principalmente, quando comparado com os patrocínios dispensados a Rodolfo Ávila. Segundo o próprio João Fernandes, precisaria apenas de 7.500 Euros para preparar uma mota competitiva. Não os recebeu, ninguém se chegou à frente...
(ii) “O acidente que tive foi meio... besta!” – Bruno Senna, sobrinho do falecido campeão de Fórmula 1, falando aos microfones da rádio sobre o acidente que sofreu nos treinos.

Zodiac

Ontem, tive oportunidade de ver um dos melhores thrillers dos últimos anos. Realizado por David Fincher (o mesmo dos filmes “Fight Club” e “Seven”), Zodiac é um filme a não perder! E, para quem gosta de música dos anos 60 e 70, podem crer que tem uma banda sonora magnífica.

Piers Merchant

Piers Merchant, o inglês que de forma verrina achincalhou Portugal e o seu sentido de democracia e justiça, é bem conhecido em Inglaterra pelas suas aventuras nocturnas (e em parques públicos) com menores. Caíu em desgraça por terras de Sua Majestade, mas isso parece não o impedir de, ainda assim, se manifestar de forma insuportavelmente prepotente sobre Portugal e os Portugueses. Por que raio pensarão os ingleses que são um povo eleito? É que de facto não o são e já é tempo de o perceberem...

Amzalak

Para terminar, uma sugestão curiosa. Ao que contam António Louçã e Isabelle Paccaud na sua obra “O Segredo da Rua d'O Século”, Moses Amzalak, antigo líder da Comunidade Israelita de Lisboa, terá sido condecorado por Adolf Hitler... Uma obra que se afigura polémica e que espero já esteja à venda em Macau.

Bom FDS!

P.S.: Já agora, para os apreciadores:

FESTA DO VINHO - Praça da Torre de Macau
16 Nov / 6:30 às 11:00 pm
17 e 18 Nov / 3:00 às 11:00 pm

quarta-feira, novembro 14, 2007

Binya.

Há muito que não falo de bola. Pois volto hoje à carga!

A semana passada, um sarrafeiro de nome Binya (jogador do SLB) teve uma entrada duríssima sobre um jogador do Celtic, Scott Brown. Felizmente, o tackle não teve consequências de maior para a integridade física do jogador da equipa de Glasgow.

Na sequência do jogo, os impolutos escoceses apressaram-se a pedir a condenação exemplar do jogador do SLB. Na mesma esteira, o árbitro sueco, Martin Hansson, asseverou que nunca tinha visto uma jogada tão violenta (?) num campo de futebol...

Ora, concedo que Binya não esteve bem! Tem de refrear os seus ânimos e passar a jogar futebol, ao invés de apontar às pernas adversárias. Deverá, obviamente, ser punido pelas sua acção absolutamente desnecessária. Não obstante, daí a crucificar o rapaz e culpá-lo por todos os males do futebol...

Quanto à posição dos escoceses, nada de novo! Não é de agora que os anglo-saxónicos - de uma forma geral - se arrogam uma tão enorme quanto inexistente superioridade moral sobre tudo o que tenha que ver com Portugal (a propósito de disparates e canalhices, conferir esta notícia, à qual penso dedicar uma posta proximamente).

Já o árbitro sueco, ou anda distraído, ou vai poucas vezes à bola... Como o MACA(U)quices não quer que o Sr. Martin Hansson continue na ignorância, aqui lhe deixamos uma compilação de algumas jogadas e atitudes que demonstram como o futebol já era um modelo de virtudes bem antes deste desconhecido Binya...



Reparem como há para ali muitas caras conhecidas. Talvez o árbitro e os virtuosos críticos de Binya entendam que o aferir da violência no relvado há-de sempre ter em conta o nível de popularidade dos jogadores e, claro está, a nacionalidade do clube que representam...

sábado, novembro 10, 2007

Recordam-se?

Será que com isto vos consigo arrancar alguma recordação? Espero que sim, pelo menos para a malta da colheita de 70... ;)


Bom FDS!

Era hua vez dez meninas
de hua aldeia muito probe.
Deu o trangolomanglo nelas
não ficaram senão nove.
Era hua vez nove meninas
que só comeam biscoito.
Deu o trangolomanglo nelas
não ficaram senão oito.
Era hua vez oito meninas
em terras de dom Esparguete.
Deu o trangolomanglo nelas
não ficaram senão sete.
Era hua vez sete meninas
lindas como outras não veis.
Deu o trangolomanglo nelas
não ficaram senão seis.
Era hua vez seis meninas
em landas de Charles Quinto.
Deu o trangolomanglo nelas
não ficaram senão cinco.
Era hua vez cinco meninas
em um triângulo equilatro.
Deu o trangolomanglo nelas
não ficaram senão quatro.
Era hua vez quatro meninas
qu'avondavam só ao mês.
Deu o trangolomanglo nelas
não ficaram senão três.
Era hua vez três meninas
em o paço de dom Fuas.
Deu o trangolomanglo nelas
não ficaram senão duas.
Era hua vez duas meninas
ante um home todo espuma.
Deu o trangolomanglo nelas
transformaram-se em só uma.
Era hua vez uma menina
terrada em coval mui fundo.
Deu o trangolomanglo nela
voltaram as dez ao mundo.

Mário Cesariny



Mário Viegas

sexta-feira, novembro 09, 2007

Sabem quem é?

Nascida em meados do século passado numa cave da Rua do Meio à Lapa, Guida desde cedo mostrou a sua inclinação por novelas venezuelanas e romances de cordel. Possuidora de um instinto libidinoso acima da média (tendo sido, inclusivamente, objecto da tese de doutoramento de Carla Cecarello), Maggy cedo fugiu de casa com um dos seus amantes de colecção, um tipo, sei lá, “perdido de giro” e que é agora um conhecido gigolô no algarve e usa o sobrenome “Camarinha” (a sua grande paixão de sempre e que lhe serviu de inspiração para o “I'm in love with a Pop Star”).

Por portas travessas, Guida passou a escrever para revistas de eleição no mundo da futilidade e, porque não há coincidências, ganhou rios de dinheiro que imediatamente investiu numa boite em Armação de Pêra (composta, essencialmente, por moçoilos oriundos da europa de leste). De seguida, iniciou uma incursão pelo mundo da literatura, onde conheceu um sucesso meteórico (ou não tivesse sido lançada, a par de Vitor Peter, por esse ícone “loiro” que dá pelo nome de Herman José).

Há tempos, queixou-se que a crítica não lhe ligava nenhuma e, quando os críticos lhe fizeram a vontade e passaram a atentar na sua obra literária, Guida teve uma enxaqueca terrível que a levou aos tribunais (consta que depois dos tribunais a cefalalgia recrudesceu, embora isso também possa ser devido aos litros de champagne que bebia fiado no “Lux”).

Produto de frívolos ambientes urbanos, é a candeia que alumia quem a segue: independente, voraz, volúvel, estupidificada e estupidificante; a sua obra retrata o profundo conhecimento que tem do seu país (consta até que já foi uma vez a Vouzela ver um concerto do Toy e duas vezes a Valpaços à apanha da castanha). Vai muitas vezes a Armação de Pêra. Gosta de couves e alforrecas.

Sabem quem é?

Frase famosa: “E o que é que isto tem a ver com o sexo? Tudo tem a ver com o sexo, e a inveja também.” – A propósito das críticas de Vasco Pulido Valente a Miguel Sousa Tavares, saíndo Guida em defesa deste último (desconhece-se se MST terá ficado contente com a argumentação da defensora...)

Filme preferido: “Chocolate e bananas”, com Anna Ilona Staller.


P.S.: Para evitar que a ilustre escritora se desdobre em esforços para encerrar as portas do MACA(U)quices, desde já lhe afiançamos que a "posta" acima, tanto quanto sabemos, é mera ficção...

P.S.S.: Devo dizer que há muito tinha pensado dedicar algo a esta senhora. No entanto, foi a leitura dos comentários ao post da minha dilecta amiga BM que me levaram a escrever a "posta" acima. Desengane-se, por isso, quem pensava que era já uma manifestação de senilidade...

quinta-feira, novembro 08, 2007

"O Dumbledore é Gay"


Não, não é nenhum mote de uma música académica.

É a última revelação da saga de Harry Potter. Albus Dumbledore é o director da escola de Hogwarts, a mesma que é frequentada pela personagem de Harry Potter e que tem sido palco das estórias escritas por J.K. Rowling. Acerca da Autora devo dizer que a tenho como uma óptima escritora. A ex-professora do Instituto Britânico do Porto, foi capaz de criar um enredo emocionante de um tema que à partida não parecia ser muito inovador. Se pensarmos bem, os livros falam de um mundo mágico paralelo aquele em que vivemos e na eterna luta do Bem contra o Mal.
Apesar disso, J. K. Rowling teve a capacidade de escrever uma série de volumes que rivalizam com as mais modernas consolas de jogos electrónicos.
Mesmo num período em que os jovens lêm cada vez menos, é muito vulgar encontrar (em todo mundo) uma criança que já tenha lido, pelo menos, uma aventura de Harry Potter. Por esse facto estar-lhe-emos eternamente agradecidos.

Acontece que este seu último golpe de imaginação, não se revela muito coerente e, aliás, parece-me despropositado e fora do contexto da restante obra.
O tema da homosexualidade, apesar de pertinente e de ser até pedagógico falar-se nele, não parece encaixar naquilo que vinha sendo escrito pela Autora.
Se a vontade era banalizar o conceito, a ponto de o impingir a uma personagem, ao qual esse mesmo estatuto nada acrescenta, acho que no mínimo poderá ser um desrespeito por aqueles que o são verdadeiramente.
A mim, parece-me apenas uma manobra de marketing para que se vendam mais livros. Como se sabe a obra é também lida por um grande número de adultos pelo que a introdução de uma adjectivação de carácter sexual poderá funcionar como uma forma de “catapultar”, ainda mais, as vendas. Como se sabe, a “galinha dos ovos de ouro” de J.K. tinha os dias contados uma vez que esta já tinha dito que o próximo livro seria o último.
Seja qual tenha sido a intenção, não me parece que tenha sido a mais sensata nem aquela que mais poderia contribuir para o engrandecimento do seu curriculum literário.
Abraço

quarta-feira, novembro 07, 2007

Tratado de Lisboa.


Aqui fica - para quem tiver curiosidade e muita paciência - o celebérrimo "Tratado de Lisboa".

Não me parece que o ilustre Professor Vital Moreira tenha razão quando assevera, no blogue causa-nossa, que é ele próprio "contra o referendo do Tratado em si mesmo, globalmente considerado, por considerar demagógico submeter a votação popular directa um documento que quase ninguém consegue ler e que trata de centenas de questões de diferente natureza e alcance (maior demagogia só a daqueles que consideram que invocar este incontestável argumento significa considerar o povo "burro"...)".

Na verdade, o texto do tratado é complexo e, indiscutivelmente, está pejado de preciosismos que não tornam fácil a sua compreensão. Não obstante, isso não isenta aqueles que foram os seus fautores de virem a terreiro explicar os contornos do tratado, desmontar os conceitos que lhe são inerentes e torná-lo absolutamente compreensível por parte do cidadão comum. Quer venha a haver referendo ou não, isto já deveria ter sido feito! Porém, até agora, nada se fez! Enfim, triste e preocupante, mas nada surpreendente... Nem sequer a facilidade com que se aventa a "legitimidade da democracia representativa"* poderá eximir os "nossos representantes" de explicarem, clara e objectivamente, que raio se pretende com esta revisão aos tratados europeus.

Para terminar, não direi que as afirmações de Vital Moreira são demagógicas (são bem mais do que isso, aliás, de tal forma que me faltariam adjectivos para descrevê-las), o que digo é que chega a parecer que os eminentes representantes do povo pretendem mantê-lo na ignorância...


*Tanto mais que, na base de qualquer democracia representativa, está o exercício do governo em função do bem comum. Ora, convenhamos que os exemplos que generalizadamente nos são oferecidos pelos "representantes do povo" não são propriamente a confirmação desse ideal...

terça-feira, novembro 06, 2007

Ora toma!...

Diz quem sabe, que Sarkozy é fã de Pedro Santana Lopes desde tenra infância. Depois do episódio protagonizado por PSL na SIC (a propósito da interrupção da sua entrevista por causa da chegada de José Mourinho ao aeroporto da Portela), Sarkozy não mais descansou enquanto não suplantou o político português...



Isto é o exemplo acabado de como os americanos perderam a noção dos limites! E como deve ter feito bem ao ego dos franceses (ego esse que, em condições normais, é já de dimensões muito consideráveis) esta airosa saída de Sarkozy!

sábado, novembro 03, 2007

Sweet Jane

Os dias têm acordado cinzentos aqui em Macau. O frio também já começa a fazer-se sentir. Esta atmosfera meteorológica torna a RAEM algo melancólica e leva-me a relembrar aquela que é a melhor versão da música "Sweet Jane" (nas palavras do próprio Lou Reed, o seu compositor) e que é da autoria dos "Cowboy Junkies". A música que vos deixo é tão nostálgica quanto deve ser, mas simultaneamente envolvente e sensual.

Se calhar, com este tempo, o melhor é comprarem o "Natural Born Killers" de Oliver Stone e deixarem-se embalar por uma boa tarde de cinema, acompanhada de uma óptima banda sonora, especialmente porque esta é uma das músicas que faz parte do filme...


Um bom sábado!

quinta-feira, novembro 01, 2007

OH, UP YOURS, SENOR - Tony Parsons ao "The Mirror" - 29/10/2007


"Portugal's ambassador to Britain, Senor Antonio Santana Carlos, says that the Madeleine McCann case has seriously damaged relations between the two countries. Well, whose fault is that? It is the fault of the spectacularly stupid, cruel Portuguese police. I have never much cared for the convention of calling cops "pigs" or "filth", but I am happy to make an exception. They have tried to cover their humiliation at coming nowhere close to finding that stolen child by fitting up her parents. The decline in relations is also the fault of the appalling Portuguese media, happy to print any piece of poisonous trash spoon-fed to them by "police sources" treating the abduction of a small child as light entertainment. And the Portuguese public must also take their share of the blame. The sight of locals jeering at Kate McCann as she went in for questioning made me feel as though these leering bumpkins were not from another country, but another planet. And the good ambassador can also be blamed for the decline in relations. When he should be exercising a little diplomacy, he huffs and he puffs about the McCanns' tragic decision to leave their children sleeping alone on the night Madeleine was stolen. "In Portugal we have the concept of a nuclear family," sniffs Senor Carlos. "That the families all live together." They made a mistake, ambassador. Their lives have been wrecked. That is punishment enough, without your asinine, unwanted comments. And I would respectfully suggest that in future, if you can't say something constructive about the disappearance of little Madeleine, then you just keep your stupid, sardine-munching mouth shut."

Este artigo foi escrito pelo abjecto Tony Parsons, um patético e conhecido iconoclasta. O chorrilho de alarvidades que tiveram oportunidade de ler acima, foi tão-só motivado por estas declarações do Embaixador António Santana Carlos ao Times .

Não sou muito de embarcar ou de promover "terapias de grupo". Sem embargo, para os que não conseguem deixar de manifestar indignação perante este inqualificável artigo de Parsons, façam o favor de entupir o email desse tablóide inglês de duvidosa categoria, o The Mirror :feedback@mirror.co.uk

P.S.: E expliquem ao palerma do cronista que em Portugal diz-se "Senhor", aquilo que ele está longe de ser...

Contrastes

Por incrivel que pareça, acho que consigo encontrar semelhanças.

Abraço